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Transição de carreira

Por que saí de 13 anos de web para cursar Sistemas de Informação

28 de agosto de 2026· 5 min de leitura· v28/08/2026

Por que saí de 13 anos de web para cursar Sistemas de Informação

✅ Publicado. Trajetória real (Multimídia → Marketing → Sistemas) + a grade do 1º período. 🔴 Único ponto que não é dado: o motivo que eu descrevi (“resolvia na prática, mas sem entender o fundamento”) é hipótese. Se não for o seu caso, me avisa que eu reescrevo.

A pergunta que eu mais escuto

Quando digo que estou cursando Sistemas de Informação, vem quase sempre a mesma reação: “mas você não trabalha com isso há 13 anos?”

A pergunta está certa. Só parte de uma premissa errada — a de que quem já sabe fazer não precisa mais entender.

O que eu sabia fazer

Comecei a criar sites em Curitiba. Depois veio a formação em Produção Multimídia, que me ensinou a olhar para imagem, hierarquia e para a pessoa que lê. Depois veio o MBA em Marketing (UNIANDRADE, 2020), que mudou como eu encaro cada projeto: um site deixou de ser uma peça visual e passou a ser uma ferramenta de negócio.

Nesse caminho foram mais de 500 projetos e mais de 10 estados atendidos.

Em tudo isso eu sabia construir. E sabia — o que é mais raro — por que construir aquilo.

O que começou a me incomodar

Tudo o que eu fazia era a ponta da linha.

Eu entregava o site bonito, rápido e bem posicionado. Mas abaixo da superfície havia uma estrutura que eu usava sem entender direito: como o dado é modelado, como o sistema escala, onde entra a automação, onde o custo aparece.

Eu resolvia na prática. Mas resolvia porque já vi funcionar — não porque entendia o porquê.

Esse é o incômodo. Fazer sem entender funciona até o dia em que aparece um problema que não estava previsto. E aí o que sustenta não é a experiência: é o fundamento.

A decisão

Vim para Sistemas de Informação na Universidade Positivo.

Não foi para aprender a criar site — isso eu já faço. Foi para aprender a parte que eu estava usando sem ver: modelagem, algoritmos, a base de como sistema se constrói.

E foi para chegar onde eu quero chegar, na direção da IA aplicada — onde eu consigo não só montar, mas decidir a arquitetura e responder por ela.

O que eu não esperava

Todo mundo me avisou que ia ser pesado. É.

Mas tem uma coisa que ninguém falou: eu não estou começando do zero.

No primeiro semestre as disciplinas são:

  • Algoritmos e Pensamento Computacional — essa é genuinamente nova para mim
  • Desenvolvimento Front-end para Web — é onde eu trabalho todo dia
  • Modelagem de Banco de Dados — consulto e modelo com frequência
  • Design Profissional — minha formação é em Produção Multimídia

Três das quatro conversam com o que eu já faço. E a quarta é o degrau que eu queria subir.

O que mudou na prática

Voltei a estudar depois dos 30 e achava que fosse difícil num sentido específico — o de conviver com gente muito mais jovem.

Foi o contrário do que eu temia. Escrevi sobre isso em outro texto: Voltei a estudar depois dos 30.

Se você está pensando em voltar a estudar

O que eu diria:

1. Sua experiência anterior não vira peso morto. Ela é matéria-prima. O que você já sabe vai ser aproveitado — só que em outro nível de profundidade.

2. Não é começar do zero, é continuar com fundamento. Se você já trabalha na área, boa parte do que você faz por instinto vai ganhar nome.

3. É puxado, mas é uma dificuldade boa. A diferença entre o cansaço de estudar depois de um dia de trabalho e o cansaço de ficar parado é a diferença entre avançar e não avançar.


Este texto faz parte da minha página Sobre — onde também conto por que ainda não sei em que área vou aterrissar.